Pesquisar neste blogue

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Duas canções do ultimo album de Pedro Abrunhosa "Longe"

musicas lindas com poemas de encantar, gosto imenso deste album !... parabéns ao "nosso músico".



Video tirado da net

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Em tempo de crise há que recorrer aos materiais que temos em casa, para fazer as nossas telas, por exemplo telhas velhas, fazem uns quadros muito engraçados ...


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

terça-feira, 31 de agosto de 2010

coisas de gatos

Coisas de gatos...
Depois de 15 dias no Algarve, nada melhor que descansar no Alentejo, no meu "montinho alentejano" no Ciborro .
Estava sentada, no meu banco de jardim, a observar o que resta de verde , depois de tanto calor e de repente, do outro lado do muro, aparece o gato da vizinha... nunca me tinha visto, mas como se me conhecesse, deitou-se ao pé de mim e permaneceu por lá algum tempo... fui-me embora e ele por lá ficou à sombra da oliveira...



terça-feira, 3 de agosto de 2010




Virtude - Admiro a terra, quero-a, sempre gostei dela. Sempre me senti feliz por estar vivo: apesar da guerra, das más notícias, não sou capaz de matar em mim a simples alegria de viver (Julien Green)


Alegria - O bom humor espalha mais felicidade que todas as riquezas do mundo. Vem do hábito de olhar para as coisas com esperança e de esperar o melhor e não o pior. (Alfred Montapert)

até breve...

terça-feira, 29 de junho de 2010

A minha homenagem a Antoine de Saint-Exupéry

este video tirado da net está LINDO!

Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa... Estou ainda toda despenteada...
O principezinho, então, não pôde conter o seu espanto:
- Como és bonita!
- É verdade - Respondeu a flor docemente. - E nasci ao mesmo tempo que o sol...
O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta. Mas era tão envolvente!
- Creio que é hora do café da manhã - acrescentou ela. - Tu poderias cuidar de mim...

E o principezinho, atordoado, tendo ido buscar um regador com água fresca, aguou a flor. Assim, ela logo começou a atormentá-lo com sua doentia vaidade. Um dia, por exemplo, falando dos seus 4 espinhos, dissera:

- Os tigres, eles podem aparecer com suas garras!
- Não há tigres no meu planeta. Além disso, tigres não comem ervas.
- Não sou uma erva - respondera a flor suavemente.
- Perdoa-me...
- Não tenho receio de tigres, mas tenho horror das correntes de ar. Não terias por acaso um pára-vento?

"Horror das correntes de ar...Isso não é bom para uma planta", observara o pequeno príncipe. "É bem complicada essa flor..."

- À noite me colocarás sob uma redoma de vidro. Faz muito frio no seu planeta. Não é nada confortável. De onde eu venho...
De repente, calou-se. Viera em forma de semente. Não pudera conhecer nada dos outros mundos. Encabulada por ter sido surpreendida com uma mentira tão tola, tossiu duas ou três vezes e, para fazê-lo sentir-se culpado, pediu:
- E o pára-vento?

Assim, o principezinho, apesar da sinceridade do seu amor, logo começara a duvidar dela. Levara a sério palavras sem importância, e isto o fez sentir-se muito infeliz.

"Não devia tê-la escutado", confessou-me um dia, "não se deve nunca escutar as flores. Basta admirá-las, sentir seu aroma. A minha perfumava todo o meu planeta, mas eu não sabia como desfrutá-la Aquela história das garras, que tanto me irritara, devia ter me enternecido..."

Confessou-me ainda:
"Não soube compreender coisa alguma! Deveria tê-la julgado por seus atos, não pelas palavras. Ela exalava perfume e me alegrava... Não podia jamais tê-la abandonado. Deveria ter percebido sua ternura por trás daquelas tolas mentiras. As flores são tão contraditórias! Mas eu era jovem demais para saber amá-la."

Creio que ele se aproveitou de uma migração de pássaros selvagens para fugir. Na manhã da viagem, pôs o planeta em ordem. E quando regou pela última vez a flor, e se preparava para colocá-la sob a redoma, percebeu que tinha vontade de chorar.

- Adeus - disse ele à flor. Mas a flor não respondeu.
- Adeus - repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola - disse finalmente. - Peço-te perdão. Procura ser feliz.

A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, completamente sem jeito, com a redoma nas mãos. Não podia compreender essa delicadeza.

- É claro que eu te amo - disse-lhe a flor. - Foi minha culpa não perceberes isto. Mas não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Tenta ser feliz... Larga esta redoma, não preciso mais dela.
- Mas o vento...
- Não estou tão resfriada assim... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor
- Mas os bichos...
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho minhas garras.

E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Então vai!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa...


trecho de "O Principezinho" de Antoine de Saint-Exupéry

sexta-feira, 11 de junho de 2010