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terça-feira, 13 de março de 2012

Coisas simples...

São estas pequeninas coisas que nos trazem felicidade...

Na sexta-feira passada chegámos de noite ao Ciborro.
  Eu assim  que chego começo logo a arrumar... já é vicio :))
 No outro dia, logo pela manhã, já o burrito 
e as rolas andavam a comer... 
 O besouro estava bem feliz da vida 
 Começa a meditação para saber por onde começar na lida do campo


 Ao fim do dia as "crianças" vão até à barragem 


  Nós os velhotes continuamos na nossa luta ...
 As minhas flores estão lindas!



quinta-feira, 8 de março de 2012


    Hoje é o nosso dia! 
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
A minha filhota Cris deu-me a conhecer esta voz incrível de uma linda mulher Birdy, acho a cançao linda e vou dedicá-la a todas as mulheres. FELIZ DIA!



terça-feira, 6 de março de 2012

Hoje, dedico a página do meu blog ao querido PORTUGAL, podem tirar-nos tudo, mas toda esta beleza em que nós portugueses estamos inseridos, ninguém nos pode tirar.. É LINDO O MEU PAÍS! 
Parabéns à pessoa que fez este vídeo .




quinta-feira, 1 de março de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Pensamentos de Eça de Queirós... impressionante!




Vale a pena pensar nisto...é impressionante!

Portugal Está a Atravessar a Pior Crise - Eça Queirós 




"- Citador" "Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também..."


"Nós Estamos num Estado Comparável à Grécia
 Nós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa ? citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte.
 Eça de Queirós, in 'Farpas (1872)'"



Eça de Queiroz, 1867, in “O distrito de Évora”



“ORDINARIAMENTE todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e por corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?”
Política de Interesse
Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações.
A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse.
A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva.
À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.

Eça de Queiroz, in 'Distrito de Évora (1867)