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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009




A pálida luz da manhã de inverno
A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão
Não dão mais 'sperança, nem menos 'sperança sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.

No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu 'sperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
Poesias inéditas
Fernando Pessoa

4 comentários:

paula disse...

Olá Isabel, adoro os versos de Fernando Pessoa, continua a enviar versos tão bonitos de um artista que sabe criar com as palavras.

Beijinhos!

Tintas linhas e manias disse...

Beijocas Paulinha, volta sempre :))
Isabel Alves

Cor de Mel disse...

Olá Isabel,
MARAVILHA!!!
Beijinhos grandes para si e votos de bom fim de semana,
Lia.

Tintas linhas e manias disse...

Beijinhos Lia, um bom fim de semana para ti também
Isabel Alves