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sábado, 3 de outubro de 2009

BOM FIM DE SEMANA E BOM FERIADO


Da janela da minha casa eu vejo o pôr do sol sempre muito bonito e lá muito ao longe eu vejo Lisboa...








Eu Sou do Tamanho do que Vejo
Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema VII"
Heterónimo de Fernando Pessoa

2 comentários:

Mena disse...

Olá!
Este poema é lindíssimo!
Adoro Fernando Pessoa...
Bj
Mena

Tintas linhas e manias disse...

Beijos Mena para ti também, volta sempre...
Isabel Alves